segunda-feira, 26 de março de 2012

A SAIA DA MATILDE


 Elie Saab

 Rodarte

 Armani Privé

Charlotte Taylor


 Louis Vuitton

Carolina Herrera

 Creatures of the wind

Karen Walker

 Jason Wu

Marc Jacobs

O livro Felizmente Há Luar! de Luís Sttau Monteiro faz parte do programa de ensino do 12º ano, que quer eu quisesse ou não tive de ler. Um texto dramático que embora publicado em 1961, relata um acontecimento que se passa durante a revolta liberal de 1817 em Portugal e que surge como uma metáfora ao regime ditatorial português da década de 60.
Mentir-vos-ia se dissesse que achei um livro maçador e uma história ainda mais maçadora. Sendo um texto dramático somos poupados às extensas descrições e claro que a linguagem utilizada é bem mais acessível. No entanto, não foi das características da obra que eu vos vim falar, mas sim de um pormenor que me chamou a atenção.
Matilde, a mulher do General Domes Freire de Andrade, representante do papel feminino nas circunstâncias revolucionárias vividas na obra, luta pela libertação do seu marido procurando acudir à consciência dos governadores do Estado, que o mandaram prender e executar por razões supérfluas. Viajando por memórias dos tempos que passara com o seu marido, Matilde faz referência aos tempos que viveram felizes em Paris e de uma saia verde que este lhe havia comprado, mas que ela nunca tinha vestido.
Símbolo de liberdade e de felicidade, Matilde aparece na execução de Gomes Freire com a saia verde vestida pela primeira vez, transmitindo através dela a esperança de que a justiça deverá prevalecer, em vez da hipocrisia instalada no coração dos homens.
Ora, sendo um texto dramático e que dispensa portanto a caracterização comportamental e visual das personagens, a não ser através de alguma indicação cénica, não temos qualquer informação sobre a dita saia, a não ser a cor (verde) e o sítio onde foi comprada (Paris). Verde-mar, verde-lima ou verde-menta. Lisa ou estampada. Plissada, godê ou evasê. Mini, midi ou maxi. Para quem não foi ver a representação da obra, resta apenas imaginar o estilo de Matilde e como lhe assentaria a saia oferecida por Gomes Freire. Ficam aqui algumas sugestões, bem mais atuais, de como gosto de imaginar A SAIA DA MATILDE.

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