Elie Saab
Rodarte
Armani Privé
Charlotte Taylor
Louis Vuitton
Carolina Herrera
Creatures of the wind
Karen Walker
Jason Wu
Marc Jacobs
O livro Felizmente Há Luar! de Luís Sttau Monteiro faz parte do programa de
ensino do 12º ano, que quer eu quisesse ou não tive de ler. Um texto dramático
que embora publicado em 1961, relata um acontecimento que se passa durante a
revolta liberal de 1817 em Portugal e que surge como uma metáfora ao regime ditatorial
português da década de 60.
Mentir-vos-ia se dissesse que
achei um livro maçador e uma história ainda mais maçadora. Sendo um texto
dramático somos poupados às extensas descrições e claro que a linguagem
utilizada é bem mais acessível. No entanto, não foi das características da obra
que eu vos vim falar, mas sim de um pormenor que me chamou a atenção.
Matilde, a mulher do General
Domes Freire de Andrade, representante do papel feminino nas circunstâncias
revolucionárias vividas na obra, luta pela libertação do seu marido procurando acudir
à consciência dos governadores do Estado, que o mandaram prender e executar por
razões supérfluas. Viajando por memórias dos tempos que passara com o seu
marido, Matilde faz referência aos tempos que viveram felizes em Paris e de uma
saia verde que este lhe havia comprado, mas que ela nunca tinha vestido.
Símbolo de liberdade e de
felicidade, Matilde aparece na execução de Gomes Freire com a saia verde vestida pela
primeira vez, transmitindo através dela a esperança de que a justiça deverá prevalecer,
em vez da hipocrisia instalada no coração dos homens.
Ora, sendo um texto dramático e
que dispensa portanto a caracterização comportamental e visual das personagens,
a não ser através de alguma indicação cénica, não temos qualquer informação
sobre a dita saia, a não ser a cor (verde) e o sítio onde foi comprada (Paris).
Verde-mar, verde-lima ou verde-menta. Lisa ou estampada. Plissada, godê ou evasê. Mini, midi ou
maxi. Para quem não foi ver a representação da obra, resta apenas imaginar o
estilo de Matilde e como lhe assentaria a saia oferecida por Gomes Freire. Ficam
aqui algumas sugestões, bem mais atuais, de como gosto de imaginar A SAIA DA
MATILDE.










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