O meu pai é um daqueles senhores
com uma aparência muito limpa e engomada, muito própria dos executivos. O
blazer e as calças de tons sóbrios são uma constante na escolha da indumentária
masculina para o dia-a-dia de trabalho, servindo de contraste aos tons suaves
das camisas. Ora, mesmo que a ocasião permita que a gravata seja dispensada, as
calças mais folgadas e os casacos mais frescos, existe uma constante até nos
conjuntos mais descontraídos, a camisa.
Ao deslizar a porta central do
enorme armário dos meus pais, enfrento um mundo imenso de diferentes cores,
tecidos e texturas. Cada uma para a sua especial ocasião, cada uma associada a
dada memória. Porque o roupeiro dos homens deve ser feito não só da clássica
camisa branca e da habitual azul clara, encontro na fração que está destinada à
roupa do meu pai uma desmesurada quantidade de lisos, xadrezados, quadrados e
finas linhas, que tornam impossível não querer vestir cada uma delas e ousar
adaptá-las ao guarda-roupa feminino.
Do desagrado do meu pai pelo uso
que dou às roupas que não são minhas e da minha vontade de partilhar o que
conquista a minha atenção, aventuro-me na blogosfera, surgindo A CAMISA DO MEU
PAI. Aqui, vou procurar registar tudo o que me cative e desperte a curiosidade.
Tendo 17 anos e querendo no
futuro enveredar pela área da comunicação, considero bastante interessante
partilhar os meus gostos, as minhas peripécias e as minhas opiniões com outras
pessoas. Começa assim esta aventura. MB
Excelente texto para começar baby :D
ResponderEliminarobrigada baby :)
EliminarE começa muito bem.....logo pelo nome que está divinalmente bem escolhido!!!
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